Thursday, April 16, 2009

POEMA ESCRITO A QUATRO MÃOS

Ainda saio... mesmo na chuva

Ainda me desenrolo... desse novelo de arame farpado do cotidiano monótono

Ainda supero e encontro... na brisa, no vento, na lembrança

Feliz encontro... comigo mesmo

Ainda um dia... quem sabe, talvez ou nunca

Serei ... um ponto, um porto, um cais

Seduzido pela sereia... que cria pernas e asas e voa

E no torpor do afogamento... de luz e som

Descobrirei que a água... que antes era lama e mágua

É apenas de lágrimas... que não brotaram nesse jardim de dentro do peito

Sinto dor... pois estou vivo e viver dói

Sensibilidade... fiel companheira

Em compensação... e por fim

Sinto mais prazer... nessas pequenas mortes de todos os dias

Tédio de formalidades... e burocracia

Nada de novo... no dia de hoje

Nem um novo amor... nem nova dor, nem ardor

Correspondido... pelas letras

Coragem... que me dão os versos, a música, a arte

Vou continuar vivendo... ainda que não queira


16 de abril, poesia via internet, feita de pedaços, num dia triste... que ficou alegre!
Marcelo de Curitiba e Naruna de Arcoverde

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