Ainda saio... mesmo na chuva
Ainda me desenrolo... desse novelo de arame farpado do cotidiano monótono
Ainda supero e encontro... na brisa, no vento, na lembrança
Feliz encontro... comigo mesmo
Ainda um dia... quem sabe, talvez ou nunca
Serei ... um ponto, um porto, um cais
Seduzido pela sereia... que cria pernas e asas e voa
E no torpor do afogamento... de luz e som
Descobrirei que a água... que antes era lama e mágua
É apenas de lágrimas... que não brotaram nesse jardim de dentro do peito
Sinto dor... pois estou vivo e viver dói
Sensibilidade... fiel companheira
Em compensação... e por fim
Sinto mais prazer... nessas pequenas mortes de todos os dias
Tédio de formalidades... e burocracia
Nada de novo... no dia de hoje
Nem um novo amor... nem nova dor, nem ardor
Correspondido... pelas letras
Coragem... que me dão os versos, a música, a arte
Vou continuar vivendo... ainda que não queira
16 de abril, poesia via internet, feita de pedaços, num dia triste... que ficou alegre!
Marcelo de Curitiba e Naruna de Arcoverde
Thursday, April 16, 2009
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