Me lembro como aos doze ou treze anos uma paixão pode ser inspiradora. E como eram muitas as vezes de se apaixonar. As pessoas, as coisas, os lugares.
Incendiária. Aos treze anos escrevi uma declaração de amor que mais parecia uma lista de promessas. Macumba de plantas, água e sal pra conquistar outras paixões.
Elas são assim, vão e vem e com o passar do tempo, ao contrário do que pensam, as paixões ficam mais intensas e prolongadas, podem provocar grandes mudanças no indivíduo.
Gosto de me apaixonar e começei essa conversa pra falar da pequena viagem que fiz.
Me programei, comprei as passagens, mas quase desisti. Felizmente, fui sensata o suficiente pra perceber que seria uma besteira ficar em casa, por qualquer motivo que fosse.
O melhor da viagem, foi embarcar sem grandes pretensões. Bastante sinceramente eu desejava ver minha vó e foi o que eu fiz.
Pra chegar até ela, em Santa Catarina, passei por São Paulo e lá fiquei por cinco dias. Acima de tudo pude praticar uma coisa que eu chamo de pensamento zero. Não quero mais acumular nada, nem mesmo pensamentos, então procuro esvaziar a mente todos os dias. Lá em SP eu fiz bastante isso. Ainda ssim, deu tempo pra celebrar indo a uma feijoada de quintal, teatro, assistindo ao jogão do corinthians com direito à gol nos 49 do segundo tempo...etc. Também cantei num microfone, isso é importante. E me apaixonei.
Cheguei em SC na terça-feira dia 10 e lá me surpreendi com quase tudo. A proximidade com a família pode despertar diversos valores que por vezes estão encobertos, eperando apenas um momento pra virem a tona. Lá eu pude me identificar com todas as coisas que fazem parte da minha infância, da minha vida; as pessoas, as conversas, as comidas, os cheiros, os costumes domésticos, os hábitos. Me apaixonei mais uma vez e dessa vez perigosamente...(risos) ... profundamente, de uma paixão capaz de mudar alguns caminhos, de uma paixão sem pressa, sem medo de acabar. Uma paixão pela própria história, quase carnal e que automaticamente me preenche de força. Talvez não saiba explicar. Mas assim que é.
Essa paixão, (sem medo de errar) me acompanhará pelo menos uns 15 anos anos.
Pensamento zero.
Sunday, March 22, 2009
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2 comentários:
ótimo blog
ser contemporâneo é isso!
Marcelo Florianópolis
naruna a lenda de arcoverde...
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