Wednesday, September 23, 2009

É UM CIRCO MÍSTICO

"Não brilharia estrela, oh bela
Sem noite por detrás
Tua beleza de Gazela
Sob o meu corpo é mais
Uma centelha no graveto
Queima canaviais
Queima canaviais
Quase que eu fiz um soneto"

Quase...
Aida não

Wednesday, September 09, 2009

FESTIVAL CENA ABERTA DE TEATRO

Começa neste 11 de setembro (sexta-feira).
Aniversário da queda das torres gêmeas na terra do Barak. Antes disso, aniversário de Arcoverde também.
E de agora em diante, que seja também aniverário do teatro nessa terra!
Espétaculos pra mais de mil...
Artista de toda espécie...
Vindo de todo canto do mundo...
Só pra pisar os pés, por um dia que seja, na terra dos cocos do cardeal encantado das caraíbas.
O povo faz de tudo pra vir pra cá. Até teatro.
Minha gente, vem gente do Acre! E não precisa nem pagar pra ver.
É só conferir a programação.
Abertura
(11) Sexta-feira - 18:00 - Piquenique no front (Sesc Arcoverde)
" " 21:000 - Cíclope (Em frente a estação da Cultura)
(12) sábado - 18:00 - Federerika - O arlequim guerrilheiro
" " 21:00 - Deus danado (sesc Arcoverde)

Tem mais até dia 20. Pegue um panfleto por aí e se informe!
E se cansar de ver teatro. Pode ir pro bar do Giga, "tirar a roupa"! (quem sabe, faz ao vivo!)

Monday, August 31, 2009

Triste nada... meditando

Pensei em colocar aqui uma música bonita

"As velas do mucuripe"

As velas do mucuripe vão sair para pescar
Eu vou levar as minhas mágoas
Pras águas fundas do mar
Hoje a noite namorar
Sem ter medo da saudade
E sem vontade de casar
Calça nova de riscado
Paletó de linho branco
Que até o mês passado
Lá no campo inda era flor
Sob o meu chapéu quebrado
O sorriso ingênio e franco
De um rapaz novo e encantado
Com vinte anos de amor
Aquela estrela é dela
Vida vento vela, leva-me daqui.

Tuesday, August 25, 2009

CASA

Tenho que (a)pre(e)nder a escrever.

NEM SEI, VISSE!!

Tá difícil mesmo!
Minha criança quer comprar alcool gel pra levar pra escola (como todas as outras). O desespero da gripe só aumenta.
Tem também aquelas barbaridades de jornal, a de hoje foi um pai que estuprou a filha de 9 anos portadora de sindrome de dow. Esta matéria ocupou um pequenino espaço na folha do jornal.
A massada política vai nos deixando como uma espécie de bexiga; cheios dessa coisa que se parece com nada. Nada fazem, nada votam, nada acrescentam na vida do cidadão que é despejado da sua casa no início de mais uma semana gelada.
O lixo também é matéria. Literalmente, uma matéria que ninguém sabe pra onde mandar. Certo país mandou pro Brasil.

Não to exatamente triste com as coisas que acontecem, mas sim de notar como elas não causam mais nenhuma atitude concreta capaz de mudar alguma coisa. Confesso que não acredito que as coisas vão melhorar.

Thursday, August 13, 2009

MUITAS COISAS... E QUASE NADA.


Vai passando o dia e nem percebo a noite. Vai passando a noite e é madrugada.

Eu durmo muito bem.

Meus sonhos são vastos!
Ontem mesmo cortei os cabelos em um deles. e me senti pelada!
Deixem meus cabelos!
É sempre bom cultivar raízes.

Sunday, July 26, 2009

Elas voltaram. As obras surreais. Nâo sei de quem é essa.

Estou lendo Diderot, Paradoxo sobre o comediante, li anteriormente Platão, Íon e Hípias Menor, e antes desse lí Mercadorias e futuro.
Porque realmente é muito difícil entender com verdade o que se passa. Então melhor seria nos perguntarmos a todo o momento essas perguntas sem respostas, diálogo sem fim. Mostrar verdades como esse quadro... a lua por trás da porta do armário, porta que se abre como uma porteira e nele um caminho pra dentro e pra fora. Dentro do pequeno armário e fora em busca de um horizonte.
Um cachorro guardado na gaveta. Canecas e arbustos. Café e uma partida de pife pafe, pra relaxar

Thursday, April 16, 2009

POEMA ESCRITO A QUATRO MÃOS

Ainda saio... mesmo na chuva

Ainda me desenrolo... desse novelo de arame farpado do cotidiano monótono

Ainda supero e encontro... na brisa, no vento, na lembrança

Feliz encontro... comigo mesmo

Ainda um dia... quem sabe, talvez ou nunca

Serei ... um ponto, um porto, um cais

Seduzido pela sereia... que cria pernas e asas e voa

E no torpor do afogamento... de luz e som

Descobrirei que a água... que antes era lama e mágua

É apenas de lágrimas... que não brotaram nesse jardim de dentro do peito

Sinto dor... pois estou vivo e viver dói

Sensibilidade... fiel companheira

Em compensação... e por fim

Sinto mais prazer... nessas pequenas mortes de todos os dias

Tédio de formalidades... e burocracia

Nada de novo... no dia de hoje

Nem um novo amor... nem nova dor, nem ardor

Correspondido... pelas letras

Coragem... que me dão os versos, a música, a arte

Vou continuar vivendo... ainda que não queira


16 de abril, poesia via internet, feita de pedaços, num dia triste... que ficou alegre!
Marcelo de Curitiba e Naruna de Arcoverde